Good morning, hypocrite

"What seems to be generosity is often no more than disguised ambition, which overlooks a small interest in order to secure a great one." (Francois De La Rochefoucauld)




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29.5.08

2008 e São Paulo

Há tempos que não posto nada. Hora mais que digna de fazê-lo. Estou em São Paulo e, digo, esta saída tem sido de momentos extremos. Alguns fantásticos, outros péssimos e, recentemente, um terrível. Começando pela ida a Sergipe, que foi sensacional, com o Nordeste surpreendente do jeito que é. Até então, eu sequer imaginava que pudera ser tão interessante viver em um local com poucas riquezas financeiras. Pessoas simples, clima quente. Aquele estereótipo de lugar feio e sujo é algo que a gente vê pela tv, com o olhar paulista sobre o restante do país.

Bom, chegando por São Paulo...

É a cidade mais desconexa pela qual passei até hoje. Ninguém sabe nada, e vida aqui se chama sobrevida. Ar poluído, que entra seco e cortante pelos pulmões, acompanhado de um povo que acha que está em Nova Iorque, presumo. O local onde moro parece ser bastante tranquilo, com gente caminhando pela rua até altas horasda noite. Supermercados, farmácias, lah houses; tudo 24h abertos.

Até ontem tudo corria dentro do normal. Busca por emprego, acomodação na cidade, organismo se acostumando com a fuligem. Aí que, por volta das 21h, voltando da lan cerca de casa, parei em frente a uma padaria para telefonar usando o orelhão. Este, a 1 metro da porta da padaria, que estava aberta e com clientes. Papo vai, papo vem, de repente alguém me dá um "abraço" por trás. Sinto algo na minha garganta - é uma faca, é um assalto. Enquanto tentava despistar, encerrando a ligação, o sujeito pressionou a faca contra meu pescoço. Eis que sinto o aço da faca cortando meu pescoço. Neste momento, sem dúvida alguma - reagir ou morrer. Saí no enfrentamento corporal com o sujeito, bati o celular na cara dele, e literalmente me atirei para dentro da padaria. Um segundo de alívio e... vejo o sangue jorrar do meu braço direito, como se fosse uma fonte. Um buraco no meu braço.

Em alguns segundos, confirmo: levei uma facada. No braço. E meu pescoço foi cortado.

Sento na mesa mais proxima da porta, enquanto grito "alguém chame o samu, alguem chame alguma coisa". Surge alguem com uma tala e pressiona meu braço, para parar de jorrar sangue. Uma enfermeira, se autoentitula. A atendente do caixa, desesperada no telefone, tentando chamar algo para me levar ao Pronto - Socorro. "tem algum parente pra chamar?", me pergunta. Balanço a cabeça negativamente. Aparece uma viatura, sou literalmente jogado como se fosse bandido no banco de trás.

Chego ao hospital. "Tem identidade contigo?" me pergunta a policial. Digo que sim, puxo a carteira do bolso. "Tem algum dinheiro?", pergunta, ao pegar a carteira. O comparsa dela diz "Só pegue a identidade". Ela se restringe à identidade. Logo surge uma cadeira de rodas, a qual me leva ao Centro de Sutura. Mnha identidade reaparece na mesa da doutora. Fabiane, se chama. "Você brigou com alguém?", pergunta. Respondo, de modo cortante; "veja minha cara de quem vai bater em alguém, doutora. Saí numa luta corporal com um assaltante, o qual estava cortando meu pescoço".

Miha mãe telefona. "Aconteceu algo? fiquei preocuapa, que gritaria foi aquela?". Respondo à ela que somente ocorreu uma briga na esquina. De nada adiantava...

Recebo 3 pontos - por "sorte", apenas perfurou um músculo do braço. Recebo vacina anti-tetânica. E sou mandado embora, como se fosse a coisa mais natural do mundo, ser esfaqueado em frente a uma padaria, com pessoas passando.

Agora estou medicado e meu braço está desinchando. Assim como minha vontade de ficar em São Paulo...

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20.10.07

"Foi aos 8 anos que comecei a perceber a ambivalência, a ambiguidade, a falsidade do que me pregavam. Uma cacetada emocional me levou a essa precocidade crítica. Não importa. Nos tornamos o que somos. Me fechei em mim mesmo, perplexo, rancoroso, engatinhando sarcasmos."

Pra não dizer 'fui eu eu quem disse', Paulo Francis.

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8.3.07

Ah, eu deveria escolher um template novo. Vi um de Sandy & Junior.


(vida brega)

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Nada como navegar na Internet - boa parte das respostas estão por aí.

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2.12.06

Então:

Tendo em vista que o outro blog virou história, é interessante voltar a postar aqui. Ah, e sobre ler os antigos posts: "Entender a história é entender o futuro". Chavão, mas muito coerente (valeu, Regina).

The Shins - New Slang ;)

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